A Constituição da
Igreja Metodista Livre
◆Preâmbulo
§100 Para que possamos sabiamente preservar e passar à posteridade a herança da doutrina e dos princípios da vida cristã que nos foram transmitidos como evangélicos de tradição armínio-wesleyana; para assegurar a ordem da Igreja através de princípios sólidos e políticas eclesiásticas sólidas; para preparar o caminho para a evangelização do mundo e para a cooperação mais eficaz com outros ramos da Igreja de Cristo no avanço do Reino de Cristo, nós, pastores e membros leigos da Igreja Metodista Livre, conforme o procedimento constitucional, pela presente ordenamos, estabelecemos e registramos o que segue como a Constituição da Igreja Metodista Livre.
↑ topo◆Artigos de Religião
↑ topo◆Deus
A Santíssima Trindade
§101 Há um só Deus vivo e verdadeiro, o Criador e Conservador de todas as coisas. Na unidade Divina há três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Esses três são um em eternidade, deidade e propósito; são eternos e de poder, sabedoria e bondade infinitos.
↑ topo◆O Filho
Sua Encarnação
§103 O próprio Deus estava em Jesus Cristo para reconciliar as pessoas consigo. Concebido pelo Espírito Santo, nascido da Virgem Maria, Ele uniu a deidade de Deus com a humanidade do ser humano. Jesus de Nazaré era Deus em carne, verdadeiramente Deus e verdadeiramente humano. Ele veio para nos salvar. Por nós, o Filho de Deus sofreu, foi crucificado, morto e sepultado. Ele derramou Sua vida como sacrifício sem mácula por nossos pecados e transgressões. Agradecidos, reconhecemos que ele é nosso Salvador, o único Mediador perfeito entre Deus e nós.
Sua Ressurreição e Exaltação
§104 Jesus Cristo ressuscitou vitoriosamente dos mortos. Seu corpo ressurreto tornou-se mais glorioso, sem o impedimento das limitações humanas comuns. Assim, Ele subiu ao céu, onde está assentado, como nosso Senhor exaltado, à destra de Deus Pai, intercedendo por nós até que todos os Seus inimigos sejam trazidos completamente subjugados. Ele voltará para julgar todas as pessoas. Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.
↑ topo◆O Espírito Santo
Sua Pessoa
§105 O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade. Procedendo do Pai e do Filho, é um com Eles, Divindade eterna, igual em deidade, majestade e poder. Ele é Deus atuante na Criação, na vida e na Igreja. A Encarnação e o ministério de Jesus Cristo foram consumados pelo Espírito Santo. Ele continua a revelar, interpretar e glorificar o Filho.
Sua Obra na Salvação
§106 O Espírito Santo é o administrador da salvação planejada pelo Pai e providenciada pela morte, ressurreição e ascensão do Filho. Ele é o agente eficaz em nossa convicção do pecado , regeneração, santificação e glorificação. Ele é o próprio nosso Senhor sempre presente, habitando, garantindo e capacitando o crente.
Seu Relacionamento com a Igreja
§107 O Espírito Santo é derramado sobre a Igreja pelo Pai e pelo Filho. Ele é a vida e o poder da Igreja para testemunhar. Ele dá o amor de Deus e torna real o senhorio de Jesus Cristo no crente, para que tanto Seus dons de palavra como de serviço possam atingir o bem comum, edificar e aumentar a Igreja. Em relação ao mundo, Ele é o Espírito da verdade e o Seu instrumento é a Palavra de Deus.
↑ topo◆As Escrituras
Autoridade
§108 A Bíblia é a Palavra de Deus escrita, inspirada de forma singular pelo Espírito Santo. Ela dá testemunho sem erros sobre Jesus Cristo, a Palavra Viva. Como atestado pela Igreja primitiva e pelos Concílios subsequentes, ela é o registro confiável da revelação de Deus, completamente verdadeira em tudo o que afirma. Ela tem sido fielmente preservada e demonstra-se verdadeira na experiência humana.
As Escrituras chegaram a nós através de autores humanos que escreveram, movidos por Deus, nas línguas e formas literárias de seus tempos. Deus continua, pela iluminação do Espírito Santo, a falar através desta Palavra, para cada geração e cultura.
A Bíblia tem autoridade sobre toda a vida humana. Ela ensina a verdade sobre Deus, Sua criação, Seu povo, Seu único Filho e o destino da humanidade. Ela também ensina o caminho da salvação e a vida de fé. Tudo o que não se encontra na Bíblia, nem pode ser provado por ela, não pode ser exigido como artigo de fé ou como necessário para a salvação.
Autoridade do Antigo Testamento
§109 O Antigo Testamento não é contrário ao Novo. Ambos os Testamentos carregam o testemunho da salvação de Deus em Cristo; ambos falam da vontade de Deus para o Seu povo. As antigas leis cerimoniais e rituais e os preceitos civis para a nação de Israel não são necessariamente obrigatórios aos cristãos de hoje. Mas, conforme o exemplo de Jesus, somos obrigados a obedecer aos mandamentos morais do Antigo Testamento.
Os livros do Antigo Testamento são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, 1º e 2º Samuel, 1º e 2º Reis, 1º e 2º Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares de Salomão, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
Novo Testamento
§110 O Novo Testamento cumpre e interpreta o Antigo Testamento. É o registro da revelação de Deus em Jesus Cristo e no Espírito Santo. É a palavra final de Deus a respeito do ser humano, do pecado, da salvação, do mundo e seu destino.
Os livros do Novo Testamento são: Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos, Romanos, 1ª e 2ª Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1ª e 2ª Tessalonicenses, 1ª e 2ª Timóteo, Tito, Filemom, Hebreus, Tiago, 1ª e 2ª Pedro, 1ª, 2ª e 3ª João, Judas e Apocalipse.
↑ topo◆O Ser Humano
Pessoas Moralmente Livres
§111 Deus criou os seres humanos à Sua própria imagem, inocentes, moralmente livres e responsáveis para escolherem entre o bem e o mal, o certo e o errado. Pelo pecado de Adão, os seres humanos, como descendentes dele, são corrompidos em sua natureza e desde o nascimento, inclinados a pecar. São incapazes, pela sua própria força e obras, de restaurarem a si mesmos num relacionamento correto com Deus ou de merecerem a salvação eterna. Deus, o Onipotente, providencia todos os recursos da Trindade para tornar possível aos seres humanos responderem à Sua graça, pela fé em Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Pela graça e ajuda de Deus, as pessoas são capacitadas a fazerem boas obras por livre vontade.
A Lei da Vida e do Amor
§112 A lei de Deus para toda a vida humana, pessoal e social, é expressa em dois mandamentos divinos: “Ame ao Senhor Deus com todo o seu coração e ao seu próximo como a si mesmo”. Esses mandamentos revelam o que é melhor para as pessoas no seu relacionamento com Deus, os outros e a sociedade. Eles estabelecem os princípios do dever humano, tanto na ação individual como na social. Eles reconhecem a Deus como o único Soberano. Todas as pessoas, por terem sido criadas por Ele e à Sua imagem, têm os mesmos direitos inerentes, sem distinção de gênero, etnia ou cor. Portanto, todos devem obediência absoluta a Deus nos seus atos individuais, sociais e políticos. E devem se empenhar em garantir a todos o respeito com eles mesmos, seus direitos e sua maior felicidade, na conquista e exercício do seu direito, dentro dos limites da lei moral.
Boas Obras
§113 As boas obras são fruto da fé em Jesus Cristo, mas não podem nos salvar dos nossos pecados nem do juízo de Deus. Como expressões da fé e do amor cristãos, nossas boas obras feitas com reverência e humildade são aceitáveis e agradáveis a Deus. Porém, as boas obras não nos adquirem a graça de Deus.
↑ topo◆Salvação
O Sacrifício de Cristo
§114 Cristo ofereceu definitivamente o único sacrifício perfeito pelos pecados do mundo inteiro. Nenhuma outra compensação pelo pecado é necessária; nenhuma outra pode redimir.
Nova Vida em Cristo
§115 Uma vida nova e um relacionamento correto com Deus tornam-se possíveis através dos atos redentivos de Deus em Jesus Cristo. Deus, pelo Seu Espírito, age para conceder-nos vida nova e colocar-nos num relacionamento com Ele, à medida que nos arrependemos e a nossa fé reage positivamente à Sua graça. Justificação, regeneração, adoção, santificação e restauração falam significativamente sobre a entrada e continuidade nessa nova vida.
Justificação
§116 Justificação é um termo legal que enfatiza que, através de um novo relacionamento em Jesus Cristo, as pessoas são de fato consideradas justas, sendo libertas tanto da culpa quanto da penalidade de seus pecados.
Regeneração
§117 Regeneração é um termo biológico que ilustra que, através de um novo relacionamento em Cristo, pode-se ter, de fato, uma nova vida e uma nova natureza espiritual, capaz de crer, amar e obedecer a Cristo Jesus como Senhor. O crente é nascido de novo e é uma nova criatura. A vida antiga é passado; uma vida nova se inicia.
Adoção
§118 Adoção é um termo filial cheio de calor, amor e aceitação. Significa que através de um novo relacionamento em Cristo, crentes se tornam Seus filhos amados, libertos do domínio do pecado e de Satanás. Os crentes têm o testemunho do Espírito de que eles são filhos de Deus.
Santificação
§119 Santificação é aquela obra salvífica de Deus que tem início com a nova vida em Cristo e por meio da qual o Espírito Santo renova Seu povo à semelhança de Deus, transformando-os através de crises e processos, de um grau de glória para outro, e conformando-os à imagem de Cristo.
Quando os cristãos se rendem a Deus, pela fé, e morrem para si mesmos através da inteira consagração, o Espírito Santo os enche com amor que os purifica do pecado. Este relacionamento de santificação com Deus cura a mente dividida, redirecionando o coração a Deus, e capacita poderosamente os crentes a agradar e servir a Deus em seu cotidiano.
Assim, Deus liberta Seu povo para amá-Lo com todo o seu coração, alma, mente, e força, e para amar seu próximo como a si mesmo.
Restauração
§120 Os cristãos podem estar num relacionamento sempre crescente com Jesus como seu Salvador e Senhor. Mas, também é possível que eles venham a entristecer o Espírito Santo nos relacionamentos da vida, sem, contudo, voltarem ao domínio do pecado. Se fizerem isso, devem humildemente aceitar a correção do Espírito Santo, confiar na advocacia de Jesus e restaurar seus relacionamentos.
É possível que cristãos pequem deliberadamente e rompam seu relacionamento com Cristo. Mesmo assim, pelo arrependimento diante de Deus, o perdão é concedido e o relacionamento com Cristo restaurado, pois nem todo pecado é o pecado contra o Espírito Santo e imperdoável. A graça de Deus é suficiente para aqueles que verdadeiramente se arrependem e, capacitados por Deus, corrigem suas vidas. Contudo, o perdão não dá aos crentes a liberdade para pecarem e escaparem das consequências do pecado.
Deus concedeu à Igreja responsabilidade e poder para restaurar os crentes penitentes através da repreensão, conselho e aceitação, feitos em amor.
↑ topo◆A Igreja
§121 A Igreja foi criada por Deus. É o povo de Deus. Cristo Jesus é o seu Senhor e Cabeça. O Espírito Santo é a sua vida e poder. Ela é tanto divina como humana, tanto celeste como terrestre, tanto ideal como imperfeita. Ela é um organismo, não uma instituição imutável. Ela existe para cumprir os propósitos de Deus em Cristo. Ela ministra redentivamente às pessoas. Cristo amou a Igreja e deu-Se a Si mesmo por ela para que pudesse ser santa e sem mácula. A Igreja é a comunidade dos remidos e dos em remissão, pregando a Palavra de Deus e ministrando os sacramentos conforme a instrução de Cristo. A Igreja Metodista Livre tem como alvo representar o que a Igreja de Jesus Cristo deve ser na Terra. Portanto, ela exige compromissos específicos em relação à fé e à vida de seus membros. Nas suas exigências, ela procura honrar a Cristo e obedecer à Palavra escrita de Deus.
A Linguagem do Culto
§122 De acordo com a Palavra de Deus e o costume da Igreja primitiva, o culto público, a oração e a ministração dos sacramentos devem ser numa linguagem compreensível ao povo. A Reforma aplicou esse princípio ao fazer uso do idioma comum do povo. É igualmente claro que o apóstolo Paulo coloca a ênfase mais forte na linguagem racional e inteligível na adoração. Não podemos endossar práticas que claramente violem esses princípios bíblicos.
Os Sacramentos
§123 O batismo nas águas e a Ceia do Senhor são os sacramentos da Igreja, ordenados por Cristo. Eles são meios de graça mediante a fé, símbolos da nossa profissão de fé cristã e sinais do ministério gracioso de Deus para conosco. Através deles, Deus opera em nós para vivificar, fortalecer e confirmar a nossa fé.
Batismo
§124 O batismo nas águas é um sacramento da Igreja, ordenado por nosso Senhor, que significa aceitação dos benefícios da expiação de Jesus Cristo para ser ministrado aos crentes como declaração de sua fé em Jesus Cristo como Salvador.
O batismo é um símbolo da nova aliança da graça como a circuncisão era o símbolo da velha aliança; e, como até crianças pequenas estão reconhecidamente incluídas na redenção, elas podem ser batizadas a pedido dos pais ou responsáveis, os quais deverão garantir por elas o treinamento cristão necessário. Elas devem fazer por si mesmas uma afirmação do voto antes de serem recebidas na membresia plena da Igreja.
Ceia do Senhor
§125 A Ceia do Senhor é um sacramento de nossa redenção através da morte de Cristo. Para aqueles que recebem corretamente, dignamente e com fé, o pão que partimos, é como participar do corpo de Cristo e, igualmente, o cálice da bênção é como participar do sangue de Cristo. A Ceia é também um sinal do amor e da unidade que os cristãos têm entre si.
Cristo, conforme Sua promessa, está realmente presente no sacramento. Mas o Seu corpo é oferecido, recebido e comido tão somente de maneira celestial e espiritual. Nenhuma mudança se efetua nos elementos; o pão e o vinho não são literalmente o corpo e o sangue de Cristo. Nem estão o corpo e o sangue de Cristo literalmente presentes com os elementos. Os elementos nunca devem ser considerados objetos de veneração. O corpo de Cristo é recebido e comido por fé.
↑ topo◆Últimas Coisas
O Reino de Deus
§126 O Reino de Deus é um tema bíblico central que dá aos cristãos tanto a sua missão como a sua esperança. Jesus anunciou a presença do Reino. O Reino é percebido agora à medida que o reinado de Deus é estabelecido nos corações e nas vidas dos crentes.
A Igreja, através das orações, exemplo e proclamação do Evangelho, é o instrumento de Deus apropriado e autorizado na edificação de Seu Reino.
Mas o Reino também é futuro e está relacionado com a volta de Cristo, quando o juízo final virá sobre a presente ordem. Os inimigos de Cristo serão subjugados; o reinado de Deus será estabelecido; uma renovação cósmica total, tanto material quanto moral deverá ocorrer e a esperança dos redimidos será plenamente realizada.
A Volta de Cristo
§127 A volta de Cristo é certa e pode acontecer a qualquer momento, embora não nos seja dado saber a hora exata. Na Sua volta, Ele cumprirá todas as profecias a respeito de Seu triunfo final sobre todo o mal. A resposta do crente é uma alegre expectativa, vigilância, prontidão e dedicação.
Ressurreição
§128 Haverá uma ressurreição corporal dentre os mortos, tanto dos justos como dos injustos; os que tiverem feito o bem para a ressurreição da vida e os que tiverem feito o mal, para a ressurreição da condenação. O corpo ressurreto será um corpo espiritual, mas a pessoa será íntegra e identificável. A Ressurreição de Cristo é a garantia da ressurreição para a vida daqueles que estão n’Ele.
Juízo
§129 Deus já fixou o dia em que Ele irá julgar o mundo em justiça, de acordo com o Evangelho e as nossas ações nesta vida.
Destino Final
§130 Nosso destino eterno é determinado pela graça de Deus e nossa resposta a ela, não por decretos arbitrários de Deus. Para os que confiam n’Ele e obedientemente seguem a Jesus como Salvador e Senhor, haverá um céu de glória eterna e a felicidade da presença de Cristo. Mas para o impenitente até o fim, haverá um inferno de sofrimento eterno e de separação de Deus.
↑ topo◆Referências Bíblicas
§131 As doutrinas da Igreja Metodista Livre estão baseadas nas Sagradas Escrituras e derivam de todo o contexto bíblico. As referências abaixo são passagens relativas aos artigos apresentados. Elas estão relacionadas em sua sequência bíblica e não se pretendem exaustivas.
Deus
A Santíssima Trindade (veja §101)
Gênesis 1:1-2; Êxodo 3:13-15; Deuteronômio 6:4; Mateus 28:19; João 1:1-3; 5:19-23; 8:58; 14:9-11; 15:26; 16:13-15; 2Coríntios 13:14.
O Filho – Sua Encarnação (veja §103)
Mateus 1:21; 20:28; 26:27-28; Lucas 1:35; 19:10; João 1:1, 10, 14; 2Coríntios 5:18-19; Filipenses 2:5-8; Hebreus 2:17; 9:14-15.
O Filho – Sua Ressurreição e Exaltação (veja §104)
Mateus 25:31-32; Lucas 24:1-7, 39; João 20:19; Atos 1:9-11; 2:24; Romanos 8:33-34; 2Coríntios 5:10; Filipenses 2:9-11; Hb 1:1-4.
O Espírito Santo – Sua Pessoa (veja §105)
Mateus 28:19; João 4:24; 14:16-17, 26; 15:26; 16:13-15.
O Espírito Santo – Sua Obra na Salvação (veja §106)
João 16:7-8; Atos 15:8-9; Romanos 8:9, 14-16; 1Coríntios 3:16; 2Coríntios 3:17-18; Gálatas 4:6.
O Espírito Santo – Seu Relacionamento com a Igreja (veja §107)
Atos 5:3-4; Romanos 8:14; 1Coríntios 12:4-7; 2Pedro 1:21.
As Escrituras
Autoridade (veja §108)
Deuteronômio 4:2; 28:9; Salmo 19:7-11; João 14:26; 17:17; Romanos 15:4; 2Timóteo 3:14-17; Hebreus 4:12; Tiago 1:21.
Autoridade do Antigo Testamento (veja §109)
Mateus 5:17-18; Lucas 10:25-28; João 5:39, 46-47; Atos 10:43; Gálatas 5:3-4; 1Pedro 1:10-12.
Novo Testamento (veja §110)
Mateus 24:35; Marcos 8:38; João 14:24; Hebreus 2:1-4; 2Pedro 1:16-21; 1João 2:2-6; Apocalipse 21:5; 22:19.
O Ser Humano
Pessoas Moralmente Livres (veja §111)
Gênesis 1:27; Salmos 51:5; 130:3; Romanos 5:17-19; Efésios 2:8-10.
A Lei da Vida e do Amor (veja §112)
Mateus 22:35-40; João 15:17; Gálatas 3:28; 1João 4:19-21.
Boas Obras (veja §113)
Mateus 5:16; 7:16-20; Romanos 3:27-28; Efésios 2:10; 2Timóteo 1:8-9; Tito 3:5.
Salvação
O Sacrifício de Cristo (veja §114)
Lucas 24:46-48; João 3:16; Atos 4:12; Romanos 5:8-11; Gálatas 2:16; 3:2-3; Efésios 1:7-8; 2:13; Hebreus 9:11-14, 25-26; 10:8-14.
Nova Vida em Cristo (veja §115)
João 1:12-13; 3:3-8; Atos 13:38-39; Romanos 8:15-17; Efésios 2:8-9; Colossenses 3:9-10.
Justificação (veja §116)
Salmo 32:1-2; Atos 10:43; Romanos 3:21-26, 28; 4:2-5; 5:8-9; 1Coríntios 6:11; Filipenses 3:9.
Regeneração (veja §117)
Ezequiel 36:26-27; João 5:24; Romanos 6:4; 2Coríntios 5:17; Efésios 4:22-24; Colossenses 3:9-10; Tito 3:4-5; 1Pedro 1:23.
Adoção (veja §118)
Romanos 8:15-17; Gálatas 4:4-7; Efésios 1:5-6; 1João 3:1-3.
Santificação (veja §119)
Levítico 20:7-8; João 14:16-17; 17:19; Atos 1:8; 2:4; 15:8-9; Romanos 5:3-5; 8:12-17; 12:1-2; 1Coríntios 6:11; 12:4-11; Gálatas 5:22-25; Efésios 4:22-24; 1Tessalonicenses 4:7; 5:23-24; 2Tessalonicenses 2:13; Hebreus 10:14.
Restauração (veja §120)
Mateus 12:31-32; 18:21-22; Romanos 6:1-2; Gálatas 6:1; 1João 1:9; 2:1-2; 5:16-17; Apocalipse 2:5; 3:19-20.
A Igreja
A Igreja (veja §121)
Mateus 16:15-18; 18:17; Atos 2:41-47; 9:31; 12:5; 14:23-26; 15:22; 20:28; 1Coríntios 1:2; 11:23; 12:28; 16:1; Efésios 1:22-23; 2:19-22; 3:9-10; 5:22-23; Colossenses 1:18; 1Timóteo 3:14-15.
A Linguagem do Culto (veja §122)
Neemias 8:5, 6, 8; Mateus 6:7; 1Coríntios 14:6-9, 23-25.
Os Santos Sacramentos (veja §123)
Mateus 26:26-29; 28:19; Atos 22:16; Romanos 4:11; 1Coríntios 10:16-17; 11:23-26; Gálatas 3:27.
Batismo (veja §124)
João 3:5; Atos 2:38, 41; 8:12-17; 9:18; 16:33; 18:8; 19:5; 1Coríntios 12:13; Gálatas 3:27-29; Colossenses 2:11-12; Tito 3:5.
Ceia do Senhor (veja §125)
Marcos 14:22-24; João 6:53-58; Atos 2:46; 1Coríntios 5:7-8; 10:16; 11:20, 23-29.
Últimas Coisas
O Reino de Deus (veja §126)
Mateus 6:10, 19-20; 24:14; Atos 1:8; Romanos 8:19-23; 1Coríntios 15:20-25; Filipenses 2:9-10; 1Tessalonicenses 4:15-17; 2Tessalonicenses 1:5-12; 2Pedro 3:3-10; Apocalipse 14:6; 21:3-8; 22:1-5, 17.
A Volta de Cristo (veja §127)
Mateus 24:1-51; 26:64; Marcos 13:26-27; Lucas 17:26-37; João 14:1-3; Atos 1:9-11; 1Tessalonicenses 4:13-18; Tito 2:11-14; Hebreus 9:27-28; Apocalipse 1:7; 19:11-16; 22:6-7, 12, 20.
Ressurreição (veja §128)
João 5:28-29; 1Coríntios 15:20, 51-57; 2Coríntios 4:13-14.
Juízo (veja §129)
Mateus 25:31-46; Lucas 11:31-32; Atos 10:42; 17:31; Romanos 2:15-16; 14: 10-11; 2Coríntios 5:6-10; Hebreus 9:27-28; 10:26-31; 2Pedro 3:7.
Destino Final (veja §130)
Marcos 9:42-48; João 14:3; Hebreus 2:1-3; Apocalipse 20:11-15; 21:22-27.
↑ topo◆Membresia
Privilégios e Requisitos
§150 Os privilégios e requisitos para membresia plena na Igreja são constitucionais e mudanças nos mesmos somente podem ser efetuadas por emenda conforme os Parágrafos 210-213. Nada deve ser incluído no ritual de recepção na membresia que seja contrário às seguintes definições de condições e privilégios da membresia.
§151 Os requisitos para membresia plena são:
A. batismo cristão, confissão de uma experiência pessoal de regeneração e voto de buscar com empenho a inteira santificação, se essa experiência ainda não foi alcançada;
B. aceitação dos Artigos de Religião, da Aliança de Membro, dos alvos para a conduta cristã e das determinações governo da Igreja, conforme escrito no Manual da Igreja;
C. o compromisso de sustentar a Igreja, de viver em comunhão com seus membros, de ser um participante ativo no ministério da Igreja e de buscar a glória de Deus em todas as coisas.
D. aprovação de participação na membresia pela Junta Administrativa Local e a declaração pública dos votos de membresia pelos candidatos.
§152 Os direitos da membresia plena são:
A. participação nos sacramentos e ordenanças da Igreja;
B. elegibilidade para votar e assumir cargos ao alcançar a idade designada pelo Concílio Geral;
C. julgamento e apelação se for acusado de falhar em cumprir as condições de membresia, com a cláusula especifica de que unir-se a outra denominação ou seita religiosa, por si só, anula a membresia na Igreja, sem julgamento.
§153 A membresia na Igreja pode ser encerrada somente por:
A. afastamento voluntário (incluindo permissão de retirar-se sob protesto);
B. unir-se com outra denominação ou seita religiosa ou sociedade secreta;
C. expulsão depois de processo sumário apropriado ou de julgamento e condenação;
D. negligência constante do relacionamento com a Igreja pelo membro, o que é na prática afastamento voluntário.
↑ topo◆Aliança de Membro
Privilégio e Responsabilidade
§154 A membresia na Igreja é um privilégio e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade. Cremos que a Aliança exigida dos membros é consistente com o ensino da Palavra escrita de Deus. Fidelidade à Aliança é evidência do membro como indivíduo, de seu desejo de manter um relacionamento de salvação com Jesus Cristo como Senhor, de glorificar a Deus, de levar adiante a causa de Deus na Terra, de preservar a unidade do corpo de Cristo e de amar a comunhão da Igreja Metodista Livre.
§155 Quando um membro não mantém a sua aliança e habitualmente viola seus votos, é da responsabilidade do pastor e dos membros apontar a falha e procurar restaurar o membro em amor. Se depois de tomados esses passos, o membro não restaura sua aliança, ele deve ser tratado de acordo com os devidos processos da Igreja.
§156 Os membros da Igreja Metodista Livre, confiando na capacitação do Espírito Santo e buscando o apoio dos outros membros da Igreja, fazem a seguinte confissão e compromisso, como uma aliança com o Senhor e a Igreja.
A Confissão e a Aliança
Confessamos Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Pela fé, andamos com Ele. Nós nos comprometemos a conhecê-lo em Sua plena graça santificadora.
Quanto a Deus
§157 Como povo de Deus, nós O reverenciamos e adoramos.
Nós nos comprometemos a desenvolver os hábitos da devoção cristã, submetendo-nos à mútua prestação de contas, praticando orações particulares e em grupo, estudando as Escrituras e participando do culto público e da Santa Ceia;
Nós nos comprometemos a observar o Dia do Senhor separando-o para adoração, renovação e serviço;
Nós nos comprometemos a dar nossa lealdade a Cristo e a Igreja, abstendo-nos de qualquer aliança que comprometa nosso compromisso cristão.
Isto faremos, pela graça e poder de Deus.
Quanto a Nós e aos Outros
§158 Como um povo, vivemos vidas íntegras e santas e mostramos misericórdia a todos, ministrando tanto às suas necessidades físicas quanto às espirituais.
Nós nos comprometemos a ficarmos livres de atividades e atitudes que corrompem a mente e prejudicam o corpo, ou promovem tais coisas;
Nós nos comprometemos a respeitar o valor de todas as pessoas como criadas à imagem de Deus.
Nós nos comprometemos a nos esforçarmos para sermos justos e honestos em todos os nossos relacionamentos e negócios.
Isto faremos, pela graça e poder de Deus.
Quanto às Instituições de Deus
§159 Como um povo, honramos e apoiamos as instituições ordenadas por Deus: família, Estado e Igreja.
Nós nos comprometemos a honrar a santidade do casamento e da família.
Nós nos comprometemos a valorizar e a criar os filhos, guiando os à fé em Cristo.
Nós nos comprometemos a sermos cidadãos responsáveis e a orarmos por todos que lideram.
Isto faremos, pela graça e poder de Deus.
Quanto à Igreja
§160 Como povo de Deus, expressamos a vida de Cristo no mundo.
Nós nos comprometemos a contribuir para a unidade na Igreja, cultivando integridade, amor e compreensão em todos os nossos relacionamentos;
Nós nos comprometemos a praticar o princípio da mordomia cristã para a glória de Deus e o crescimento da Igreja;
Nós nos comprometemos a irmos pelo nosso mundo e fazermos discípulos.
Isto faremos, pela graça e poder de Deus.
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